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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Atividades do curso Brasil Musical, do professor Bruno


E.E. Idalina Macedo Costa Sodre Dona
Atividade da eletiva Brasil Musical – 9º, 8º e 7º anos (tarde)
Semana 3 – A música popular brasileira como ferramenta do Estado na 1ª Era Vargas.
Prof. Bruno Ian Lupi Jorge

            Na atividade desta semana, vamos nos contextualizar historicamente: delimitaremos o fim da República Velha (1889-1930) e o início da 1ª Era Vargas (1930-45); estabeleceremos os principais marcos históricos do mandato de 15 anos de Vargas. Isso é necessário para que entendamos a conjuntura política em que as canções que serão foco de nossos estudos foram produzidas.

Revolução de 1930

            Washington Luís assumiu a chefia do Estado brasileiro em 1926, tornando-se o 12º presidente de nossa história. Como a maioria dos chefes de Estado da nação durante a Primeira República (1889-1930), sua eleição havia sido fruto da Política do Café com Leite – conforme exposto nas aulas anteriores, tal dinâmica consistia na literal troca de vencedores das eleições presidenciais entre candidatos de São Paulo e Minas Gerais. Contudo, Washington Luís representará a quebra dessa lógica de barganha entre os partidos desses dois estados.
            Desse modo, o presidente brasileiro de 1926 e 1930 não indicou o candidato do Partido Republicano Mineiro (PRM), Antônio Carlos de Andrada, apoiando, em seu lugar, o paulistano Júlio Prestes – vale lembrar que Washington Luís era do Partido Republicano Paulista (PRP), e portanto deveria apoiar um membro do partido mineiro.  Diante disso, as oligarquias de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul fundaram, em junho de 1929, a Aliança Liberal, que apresentou uma chapa encabeçada por Getúlio Vargas, que seria o candidato da oposição. A corrida eleitoral (a mais apertada da história do Brasil, até então), acabou por coroar com a vitória o candidato da situação, ou seja, o indicado por Washington Luís, Júlio Prestes.
            O lado perdedor provavelmente teria aceitado o revés, não fosse alguns fatos, entre os quais: primeiramente, a perseguição política orquestrada por Washington Luís àqueles que ocupavam cargos em seu governo e no entanto haviam lhe feito oposição; a pressão das classes médias urbanas, que projetaram na figura de Getúlio Vargas suas esperanças de reformas alimentadas pela impetuosa campanha aliancista; ainda, podemos citar as tentativas dos tenentista para reiniciar a luta armada; por fim, o assassinato de João Pessoa, candidato à vice-presidência na chapa de Vargas – embora o sua morte tenha sido ocasionada por disputas políticas internas no interior da Paraíba,  e também por motivos de ordem pessoal, sua repercussão junto à opinião pública foi enorme, atribuindo-se a culpa ao governo federal.
            Com tantas circunstâncias favoráveis, Getúlio Vargas valeu-se de todo seu prestígio político e, ao fim de uma marcha que se iniciou em Porto Alegre e terminou na cidade do Rio de Janeiro, à época capital brasileira, tomou o poder a 3 de dezembro de 1930. Terminava vitoriosa a Revolução de 1930. O domínio absoluto das oligarquias paulista e mineira era coisa do passado. Encerrava-se a República Velha.

1ª Era Vargas (1930-45) – pinceladas gerais

Governo Provisório (1930-34)

            Podemos caracterizar essa etapa da política varguista como uma período de concessões, não só políticas, mas também medidas que claramente visavam aquietar qualquer tipo de revolta popular. Nesse sentido, oficializou-se a Previdência Social, os sindicatos foram legalizados e concederam-se inúmeras vantagens trabalhistas: salário mínimo, jornada de trabalho de oito horas diárias, férias pagas, indenização por demissão sem justa causa, proteção ao trabalho de mulheres e crianças, etc. Por outro lado, os direitos trabalhistas foram concedidos apenas aos trabalhadores urbanos, deixando de lado a enorme massa rural.
            Todavia, todas essas concessões não evitaram que uma revolta eclodisse em São Paulo, em 1932. A Revolução Constitucionalista, como o nome já diz, buscou pressionar Vargas no intuito de se promulgasse uma constituição – lembrem-se que a Revolução de 1930 dissolveu a Constituição de 1891. Embora a revolta paulista tenha sido derrotada militarmente, a pressão surtiu efeito. Em 1934, proclamava a elaboração de uma nova constituição.

Governo Constitucional (1934-37)

            Entre suas principais cláusulas, a Constituição de 1934 estabeleceu o voto secreto, o voto feminino, legislação trabalhista, sistema federativo, mantendo a autonomia dos estados, e o mandato presidencial por quatro anos. Desde o início, este último tópico demonstrou-se um problema para o próprio Getúlio. Internamente, ele nunca escondeu seu desejo de se manter, de alguma forma, como líder da nação.
            Para tanto, Vargas necessitava de um motivo. Ele veio em 1935, num evento que ficou conhecido como Intentona Comunista, que consistiu em um levante militar, mal sucedido, diga-se de passagem, do grupo de esquerda liderado por Luís Carlos Prestes, a Aliança Nacional Libertadora (ANL). As condições para o golpe já estavam criadas – a opinião pública assustada, os militares de tendência democrática colocados em funções sem importância, os esquerdistas e liberais na cadeia.
            Faltava convencer a população da necessidade da manutenção de Vargas na presidência. No dia 30 de setembro de 1937, os jornais anunciaram que o Estado-Maior do Exército descobriram um plano comunista para a tomada do poder. Era o famoso Plano Cohen, na verdade, uma encomenda forjada pelo governo varguista para convencer a população de que Getúlio era o único capaz de afastar a falsa ameaça comunista. É dessa maneira que, em 1937, sob a justificativa de defender a liberdade brasileira contra os planos malignos dos comunistas internacionalistas, Getúlio Vargas dá um novo golpe, decretando o surgimento do Estado novo.

Pausa para relaxar

            A aula de hoje foi extensa, certo!? Então vamos parar para ouvir uma duas músicas: Ge Gê ou Seu Getúlio, gravada por Almirante e Bando de Tangarás em 1931, e Brasil Brasileiro gravada por Carlos Galhardo em 1942, respectivamente. Elas nos fará ter uma noção de influência de Getúlio Vargas no imaginário popular, e também elucidará como a música foi usada como instrumento político durante o Estado Novo, tópico que estudaremos nas próximas aulas.

Links para as músicas Ge Gê ou Seu Getúlio, gravada por Almirante e Bando de Tangarás em 1931, e Brasil Brasileiro gravada por Carlos Galhardo em 1942, respectivamente.


           


E.E. Idalina Macedo Costa Sodre Dona
Atividade da eletiva Brasil Musical – 9º, 8º e 7º anos (tarde)
Semana 4 – A música popular brasileira como ferramenta do Estado na 1ª Era Vargas.
Prof. Bruno Ian Lupi Jorge

Nesta segunda parte, após termos adentrado nos acontecimentos da 1ª Era Vargas, entenderemos brevemente a lógica do funcionamento do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda); feito isso, entraremos em contato com a produção musical da época, a fim de que os alunos observem como elas serviam o propósito de bendizer o Estado, e por conseguinte, a sua personificação: Getúlio Vargas.

Estado Novo (1937-45)

            O Estado Novo é a realização das pretensões ditatoriais de Vargas. Com apoio político e popular, ele pôde estruturar toda uma lógica de domínio velado que transcendia o poder institucional, e se enveredava pelos meandros da cultura popular brasileira. Nesse sentido, nada mais oportuno do que citarmos o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda). Este órgão criado durante o Estado Novo não só se ocupava de censurar qualquer publicação que representasse de ameaça ao regime, mas também era responsável por dar vida a uma intensa máquina de propaganda favorável ao governo. Diariamente, os brasileiros eram atingidos com um grande e diverso volume de conteúdos que visavam à glorificação da figura do Estado, personificada em Vargas. Vejamos um pequeno trecho da historiadora Mônica Pimenta Velloso, contido no estudo Os intelectuais e a política cultural do Estado Novo.

“Criado pelo decreto presidencial de dezembro de 1939, o DIP, sob a direção de Lourival Fontes, viria materializar toda a prática propagandista do governo. A entidade abarcava os seguintes setores: divulgação, radiofusão, teatro, cinema, turismo e imprensa. Estava incumbida coordenar, orientar e centralizar a propagando interna e externa; fazer censura a teatro, cinema, funções esportivas e recreativas; organizar manifestações cívicas, festas patrióticas, exposições, concertos e conferências e dirigir e organizar o programa de radiofusão oficial do governo.
(...)
            A centralização da informação é apresentada como uma forma de agilizar o processo de consulta popular, descartando-se o parlamento como uma instituição anacrônica e deficiente. O jornal A Manhã, porta-voz oficial do regime, efetua uma série de inquéritos populares sobre a política do governo, que são publicados sob o sugestivo título: “A rua com a palavra”.
            (...) O programa radiofônico ‘A Hora do Brasil’, a legislação trabalhista, a figura de Vargas são alguns dos assuntos abordados nessas enquetes.
            A doutrina do regime busca mostrar que os Estado só é capaz de assegurar a democracia, quando consulta diretamente o povo nas suas mais legítimas aspirações. Assim, entre o governo e o conjunto da sociedade não há mais necessidade de intermediários, quando o chefe sintetiza a ‘alma nacional’”

            O trecho deixa claro, novamente, a estreita relação que Vargas cria com o povo, a ponto deste ver naquele o retrato mais bem acabado do que seria uma “alma nacional”.
           
As músicas que cantaram Getúlio Vargas

            Exposto todo o panorama histórico, vamos às canções que celebravam a figura do grande líder que, na visão dos músicos e intérpretes, era o detentor dos valores mais valiosos brasilidade. Para isso, vamos ler um texto que contém boa parte da discografia da ilustre figura do presidente do Brasil entre 1930 e 1945. Ele traz em si os contextos em que as músicas foram compostas, e explica suas respectivas histórias.


OBS: o repertório exposto no texto grande, ficando inviável a anexação do link para cada música descrito nele; fica a cargo do aluno a pesquisa das músicas que mais lhe interessarem.

Atividade avaliativa

A atividade avaliativa consistirá na pesquisa biográfica de um dos cantores/compositores estudados nas aulas; além disso, uma canção terá que ser escolhida conforme o gosto do aluno, a fim de que eles possam adquirir uma certa indimidade com o tema das aulas. As atividades serão individuais e deverão ser entregues no email do professor (bruno_ian_lupi@hotmail.com), e posteriormente entregues, se possível, no retorno às aulas presenciais.


quarta-feira, 20 de maio de 2020

8ºC Inglês - Atividade p/ 26/05/2020

Olá, alunos
Esta atividade tb está disponível no Google Classroom

GOOGLE CLASSROOM
8º C 2hzcfl3

EE Idalina Macedo Costa Sodré
ATIVIDADE DE INGLÊS 8º ANO C
Teacher Marisa
Data de entrega: até 26/05
(Esta tarefa ajudará a compor a nota do 1º bimestre)
Nome: _____________________________________ 8º C nº _________

QUESTIONÁRIO
a. Você conseguiu assistir aulas de inglês do Centro de Mídias São Paulo (CMSP)?
SIM ( )
NÃO ( )
b. Você conseguiu acessar o blog da nossa escola? idalinascs.blogspot.com
SIM ( )
NÃO ( )
c. Você conseguiu acessar o meu blogblogteachermarisa.blogspot.com
SIM ( )
NÃO ( )
d. Você conseguiu acessar o Google Classroom de Inglês?
SIM ( )
NÃO ( )


Couch Potato

Leia o texto abaixo
Are you a couch potato?

What!? You don’t know what a couch potato is? Ok! So let me teach you that one.
I’ll teach it in three different levels: basicintermediate and advanced.


Advanced Level tips: take you English to the next level - Insight ...
A couch potato is a person who spends leisure time passively or idly sitting around, especially watching TV. They don’t get involved in any kind of strenuous exercise. As a matter of fact, they can’t stand any kind of physical activity. What’s more, they rarely eat healthy, nourishing food; they’d rather have hamburgers, fries, soft drinks and that kind of stuff.

Intermediate Level Tips: Porque falar "I like" é coisa de nível ...
A couch potato is a person who spends too much time watching television. He doesn’t do any exercise at all. Actually, he hates exercising. He prefers to sit or lie on a couch watching their favorite TV programs. Another thing he doesn’t like is healthy food. A real couch potato prefers junk food such as hamburgers, fries, soft drinks and so on.

Dicas de inglês basic level: Um jeito fácil de acelerar os eu inglês
A couch potato is a very lazy person. A couch potato likes to watch TV a lot. A couch potato doesn’t like to exercise. A couch potato likes to have hamburgers, fries, soft drinks, etc.

I. Agora responda em português:
a. Could you understand what a couch potato is? (Você entendeu o que é um couch potatoExplique.)
______________________________________________________________________.
b. Are you a couch potato? (Você se considera um couch potato?)
__________________________________.
c. Are you a reader at the basic, an intermediate or an advanced level? (Em qual dos três níveis você consegue entender melhor o texto?)
____________________________________________________________.
d. Is there any couch potato in your family? (Tem alguém na sua família assim?)
___________________________.
e. Do you have a friend who is a real couch potato? (E amigo assim?)
____________________________.


II. Associe as duas colunas. Enumere a segunda coluna de acordo com a primeira.

                                   Put the Healthy in “Junk” Food – CavsConnect

1. Healthy food is better, but also more _____
( ) fruits and vegetables
2. Foods also contain various ________
( ) a necessary part
3. Healthy foods, such as_________________, contain more micronutrients than junk foods, such as chips and candy.
( )  health problems.
4. _____________ describes food and drinks low in nutrients
( ) expensive.
5. Eating too much junk food is linked to serious _______________
( ) What is the difference
6. Junk foods are not ____________of any diet.
( ) micronutrients
7. _______ between junk food and healthy food?
( ) Junk food


III. Escreva em inglês, três palavras que fazem parte de cada grupo
1. Junk food: _______________, ___________________, __________________
2. Healthy food: _____________, ___________________, __________________





Quando terminar de preencher, releia suas respostas, anote no caderno as questões que você sentiu dificuldade para responder. Em breve, postarei as respostas certas com comentários.

email teacher1marisa@gmail.com

ATIVIDADE 3 GEOGRAFIA - 9º ANO ABC


ATIVIDADE 3 DO 1 BIMESTRE
GEOGRAFIA  -  9º ANO ABC
TEMA:         A CONSTRUÇÃO DO MUNDO GLOBALIZADO – A HEGEMONIA EUROPÉIA
ORIENTAÇÕES
ASSISTIR A AULA DO CMSP


LEIA O TEXTO A SEGUIR
Um mundo formado por Estados nacionais
A divisão política do mundo, ou seja, o mundo dividido segundo a extensão dos territórios e as fronteiras de Estados nacionais. Os territórios diferem bastante quanto à extensão territorial: a Rússia tem 17 milhões de km2 (quase o dobro do tamanho do Brasil, que também é muito extenso), e Andorra tem apenas 468 km2 (menos de ⅓ da área do município de São Paulo).
A Organização das Nações Unidas (ONU) tem, atualmente, 193 países- -membros. Não entram na lista o Vaticano (sede da Igreja Católica), Taiwan (considerado uma província rebelde pela China) e os Territórios Palestinos (que desde 2012 possuem status de observadores). Existem ainda muitos territórios coloniais, que não são independentes: Guiana Francesa, Groenlândia, algumas ilhas da Oceania e da América Central, entre outros.
O que são Estados nacionais? Como eles se formaram e como se organizam? O que isso tem a ver com guerras e conflitos internos? Basicamente, um Estado nacional é formado por um Estado, uma ou mais nações, um território e um governo.
O Estado refere-se à organização do poder político da sociedade nacional. Ele é regido por leis e possui instituições permanentes, como o Poder Executivo e o Poder Legislativo. É frequente aparecerem na TV ou na internet imagens de policiais atuando em manifestações ou das forças armadas (exército, marinha e aeronáutica) vigiando fronteiras.
O que isso quer dizer? Significa que a sociedade autoriza cada Estado a usar a força em certas situações, seja para manter a paz social interna e proteger fronteiras, seja para fazer guerra com outro país. Evidentemente, tais atribuições deveriam ser levadas adiante quando os direitos dos cidadãos estão ameaçados.
A ONU foi criada em 1945, logo após a devastadora 2a Guerra Mundial, e substituiu a antiga Liga das Nações – idealizada com o fim da 1a Guerra Mundial. A ONU possui diversos órgãos e agências e tem, entre seus princípios, a promoção da paz, a manutenção da segurança internacional e a cooperação internacional. Atualmente, ela sofre pesadas críticas por causa da influência das grandes potências no seu Conselho de Segurança, instância que atua como intermediária na resolução de conflitos internacionais e cujas decisões devem ser acatadas pelos Estados-membros.
Nação Parte de uma população que tem características étnicas, históricas, linguísticas e religiosas, muitas vezes supervalorizadas, para garantir, por exemplo, a unicidade a um Estado Nacional. Território Porção do espaço geográfico que pertence a um Estado nacional e é por ele controlado e administrado, ou seja, compreende os limites territoriais de exercício da soberania desse Estado.
 Os Estados podem enviar também representantes à ONU e às embaixadas de países, estabelecendo relações diplomáticas. Em um mesmo Estado nacional podem existir diferentes nações, cada qual com sua identidade cultural, língua ou origens próprias e distintas das demais. Não é raro que uma dessas comunidades queira mais autonomia ou mesmo se separar do Estado nacional ao qual está vinculada, ainda mais quando ocorre o enfraquecimento, com o decorrer do tempo, dos laços culturais originais da comunidade. Portanto, os grupos se valem da ideia de que existe uma identidade nacional e que isso deve se traduzir em poder político, por exemplo, criando um novo Estado nacional.
O caso da Espanha pode ajudar a entender melhor essa questão. Os bascos, que vivem ao norte do território espanhol, congregam um povo com língua e história comuns. Essa comunidade se estende também ao sudoeste da França. Durante décadas, os bascos buscaram se separar da Espanha, e grupos como o ETA (Pátria Basca e Liberdade, em português) usaram de violência para atingir esse fim. No nordeste do país, a Catalunha, cuja capital é Barcelona, também luta por mais autonomia, e muitos de seus habitantes acreditam que seria melhor se ali fosse criado um novo país, independente da Espanha. Existem ainda países que tinham autonomia política e identidade cultural, mas foram dominados. É o caso do Tibete, invadido e anexado pela China em 1951. Até hoje os tibetanos lutam para manter tradições culturais e libertar-se do domínio chinês.
O mundo está em constante movimento e isso se reflete no mapa-múndi. As divisões políticas e as extensões territoriais mudam o tempo todo, resultado de conquistas e dominações, insatisfações e anseios de emancipação política. O século XX ficou marcado por dois grandes conflitos mundiais (a 1a e a 2a Guerra Mundial), tornando-se um dos períodos da história humana com maior número de mortos. Somente na 2a Guerra, estima-se que morreram mais de 60 milhões de pessoas. Arrasadas pelas guerras, as potências capitalistas europeias necessitaram de ajuda externa (em especial, dos EUA) para se reerguerem, ao mesmo tempo que, aos poucos, foram perdendo domínios coloniais. Inúmeras lutas de libertação colonial tiveram lugar entre os anos 1950 e 1990. Em alguns países, isso aconteceu antes, como no caso da Índia, que se libertou do domínio colonial britânico em 1947. A respeito das lutas de libertação colonial na Ásia, assista ao filme Gandhi (direção de Richard Attenborough, 1982), sobre a vida do líder da libertação colonial da Índia.
Nesse processo, o mapa-múndi político novamente se modificou: surgiram novos Estados independentes na África e na Ásia. Povos foram reunidos ou separados por fronteiras estabelecidas ou reforçadas pelos colonizadores. As linhas retas, comuns nas novas fronteiras nacionais estabelecidas na África, são exemplos do resultado desse processo que culminou com muitos conflitos no final do século XX e início do XXI.
Guerra Fria, superpotências e conflitos no mundo
Os Estados Unidos da América (EUA) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) foram os dois grandes vitoriosos na 2a Guerra Mundial. No pós- -guerra, predominou o poder e a influência dessas superpotências. No período conhecido como Guerra Fria, cada uma liderava um bloco de países, com regimes e ideologias distintos: capitalistas, com os EUA à frente, e socialistas, liderados pelos soviéticos. O socialismo real, como era chamado, baseava-se em uma economia planificada e num regime de partido político único. Aos poucos, o poder dos conselhos populares (sovietes), criados na Revolução Russa de 1917, que estabeleceu o regime socialista no país, foi sendo retirado. Sob o governo de Josef Stalin (1924-1953), os opositores foram perseguidos, presos ou mortos. A organização do socialismo na URSS passou por diversas modificações enquanto vigorou, entre os anos de 1917 e 1991. O capitalismo, por sua vez, mesmo cedendo a algumas reivindicações dos trabalhadores por direitos sociais, não abandonou sua busca incessante por lucros e mercados, tornando a desigualdade social e econômica um elemento permanente do sistema. Tendo sido os dois blocos (capitalista e socialista) assim constituídos, seguiu-se um período de permanente tensão no mundo. Mesmo sem confronto armado entre os países-líderes, ambos participaram direta ou indiretamente de outros conflitos, cada qual apoiando um dos lados. Sem pretender esgotar o tema, podem-se apresentar, resumidamente, alguns destaques: • Juntamente com Europa ocidental e Canadá, os EUA efetivaram a criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), pacto político-militar de defesa dos interesses capitalistas, atuando principalmente contra avanços socialistas. A URSS criou o Pacto de Varsóvia, ao lado de países socialistas do Leste Europeu (Polônia, Alemanha Oriental, Tchecoslováquia, Hungria e outros).
Estadunidenses e soviéticos investiram pesadamente em efetivos militares e armas, em especial as nucleares. O poder de destruição das bombas atômicas foi ampliado, e bases de lançamento de mísseis de longo alcance foram criadas. Ambos desenvolveram equipamentos para a exploração espacial, com o lançamento de satélites artificiais e missões espaciais. Tais iniciativas ficaram conhecidas, respectivamente, como corrida armamentista e corrida aeroespacial. • Um momento de grande tensão foi a crise dos mísseis, em 1962. Mísseis com ogivas nucleares foram instalados pela URSS em Cuba, aliado soviético localizado a apenas 180 km dos EUA. Um ataque aos estadunidenses teria retaliações, com alto risco de conflito nuclear e efeito desastroso para a humanidade. Nenhum conflito foi deflagrado, e o período seguinte foi chamado de coexistência pacífica, durante o qual os dois lados assinaram acordos de redução de armas estratégicas. • Os soviéticos criaram vínculos com países recém-saídos de guerras de libertação colonial, como Angola e Moçambique. Para barrar o avanço comunista na Ásia, os EUA invadiram o Vietnã, em um longo e sangrento conflito que terminou com a vitória dos partidários do comunismo, apoiados pela URSS e pela China. Outro episódio com características similares foi a Guerra da Coreia, que só terminou com a divisão do país em Coreia do Norte, comunista, e Coreia do Sul, capitalista e aliada do Ocidente. Até hoje, há um foco de tensão na região, com ameaças de uso de armas atômicas pelos norte-coreanos. • Ao longo dos anos 1980, os soviéticos ocuparam o Afeganistão. A intervenção buscava salvar o então regime pró-socialista e evitar instabilidades em um país situado em suas fronteiras na Ásia central. Depois de anos de conflito, os soviéticos saíram derrotados por combatentes apoiados pelo Ocidente.

Após instabilidades no campo econômico, as reformas implementadas na URSS ao longo dos anos 1980 não foram suficientes para evitar a derrocada do regime em 1991. Ela foi precedida, em 1989, pela queda do Muro de Berlim, na Alemanha, que havia sido erguido nos anos 1960 pelo regime comunista alemão oriental. Em vista disso, seguiram-se intensos debates sobre a natureza da “nova ordem mundial” que se instalava. Para alguns, haveria uma ordem unipolar, ou seja, de predominância político-militar de uma única superpotência: os Estados Unidos. Para outros, seria multipolar, com múltiplos centros de poder no mundo. Os que defendem a tese de uma ordem unipolar afirmam que os estadunidenses teriam ficado mais livres para defender seus interesses geopolíticos. Nos anos 1990, eles continuaram a desenvolver sucessivas ações militares, pressionaram governos ou colaboraram para destituí-los. Aqueles que apoiam a ideia de uma ordem multipolar dizem que a Rússia, potência militar e principal herdeira do aparato militar aeroespacial soviético, também estava interferindo em conflitos pelo mundo (como no Cáucaso, instável região ao sul da Rússia). Eles ainda lembram que, nos anos seguintes, além da União Europeia e do Japão, começaram a se destacar também as chamadas economias emergentes: China, Índia e Brasil. Desse modo, o final da Guerra Fria não trouxe paz nem desarmamento. Alguns conflitos se encerraram e outros surgiram, com novos atores e novas motivações. Os equipamentos militares se sofisticaram, assim como os meios de se obter e usar informações. Os gastos militares nunca cessaram nos países e, em muitos casos, até aumentaram.
Dimensão espacial das relações de poder, de controle de territórios e uso, ainda que eventual, de forças armadas entre Estados nacionais.
Estima-se que o movimento do comércio mundial de armas convencionais beira os 80 bilhões de dólares por ano. Mas esse valor, somado a outras finalidades de mercado e de serviços bélicos, pode ultrapassar o montante de 460 bilhões de dólares anuais. Segundo cálculos de especialistas, para se reduzir, à metade, a pobreza mundial até o ano de 2015, os gastos anuais ficariam entre 135 e 195 bilhões de dólares, valor muito inferior ao gasto com armas e serviços bélicos. Fontes: BRANDÃO, Renato. Ricos, poderosos, sem limites. O trilionário negócio das armas. Revista do Brasil, 22 set. 2014. Disponível em: . / ONU afirma que países ricos poderiam acabar com a miséria no mundo se arcassem com a ajuda prometida. Quem Acontece. Disponível em: . Acessos em: 22 set. 2014.

ATIVIDADE – RESPONDA AS QUESTÕES A SEGUIR
1) Com o final da Guerra Fria, o mundo vislumbrou o estabelecimento de uma nova Ordem Mundial, o que provocou muitas discussões e debates. Sobre essa questão, julgue as alternativas:
I. Com o fim da Bipolaridade, o mundo tornou-se multipolar, devido ao crescimento de algumas superpotências e de blocos econômicos que atualmente rivalizam com os Estados Unidos, a exemplo da União Europeia, do Japão e, mais recentemente, da China;
II. Após a Guerra Fria, o mundo tornou-se unipolar, pois, para muitos analistas, não há mais nenhuma potência capaz de fazer frente aos Estados Unidos.
III. Com o fim da União Soviética, o mundo passou a ser chamado de unimultipolar, uma vez que apenas os Estados Unidos se consolidaram como potência militar, mas no campo tecnológico e econômico, Japão, China e União Europeia também exercem papel de destaque no cenário mundial.
Sobre as afirmações acima, assinale:
a) Apenas a afirmativa I é verdadeira.
b) Apenas a afirmativa II é verdadeira.
c) Apenas a afirmativa III é verdadeira.
d) Todas estão incorretas.
e) Todas estão corretas.
2). Em relação à Guerra Fria, que teve como marco inicial o fim da II Guerra Mundial e o seu término simbolizado pela queda do Muro de Berlim, pode-se afirmar:
I. A Guerra Fria foi um confronto nuclear direto entre os Estados Unidos e a União Soviética;
II. Os países latino-americanos foram diretamente afetados por esse confronto ideológico, com a implantação de ditaduras militares, cuja finalidade era evitar a expansão do comunismo nesses países;
III. Países como a Coreia e o Vietnã tiveram seus territórios divididos por sangrentas guerras que separaram capitalistas e comunistas, alinhados respectivamente aos Estados Unidos ou à ex-União Soviética;
IV. Em países do Terceiro Mundo, guerras, violações dos direitos humanos através de torturas e mortes, além do cerceamento de liberdades, foram justificadas em nome da democracia e do combate ao comunismo.
Estão corretas APENAS as proposições:
a) II e IV
b) I, III e IV
c) II, III e IV
d) I e III
3)  "... foi um período em que a guerra era improvável, mas a paz era impossível. A paz era impossível porque não havia maneira de conciliar os interesses de capitalistas e comunistas. Um sistema só poderia sobreviver à custa da destruição total do outro. E a guerra era improvável porque os dois blocos tinham acumulado tamanho poder de destruição, que se acontecesse um conflito generalizado seria, com certeza, o último..."
O texto descreve uma problemática que, na história recente da humanidade,
a) identifica as tensões internacionais durante a Revolução Russa.
b) ilustra as relações americano-soviéticas durante a Guerra Fria.
c) caracteriza o panorama mundial durante a Guerra do Golfo Pérsico.
d) revela o perigo da corrida armamentista durante a Revolução Chinesa.
e) explica os movimentos pacifistas no Leste Europeu durante a Guerra do Vietnã

4)  A chamada Nova Ordem Mundial, que marcou o final do século XX, é caracterizada por uma série de importantes acontecimentos, EXCETO:
a) A queda do Muro de Berlim.
b) A implosão da União Soviética.
c) A redemocratização da Europa Oriental.
d) A reunificação da Coréia.
e) O fim da Guerra Fria.

5) A ordem geopolítica bipolar, que se desagregou quase que totalmente nos últimos anos, cede lugar a uma nova ordem:
a) multipolar
b) sem pólos ou centros de decisão
c) monopolar
d) neonazista
e) apolítica

6) Em 1949 foi fundada em Washington uma organização militar que atualmente congrega países de três continentes. Esta organização militar fez oposição a uma outra que foi criada em 1955 na Polônia e que congregava países socialistas como URSS, Polônia, RDA, Bulgária, Hungria, Romênia e Tchecoslováquia. As organizações militares referidas nos textos são, respectivamente:
a) Pacto de Varsóvia e Comecon
b) Otan e MCC
c) Associação Européia do Livre Comércio e Comecon
d) Otan e Pacto de Varsóvia
e) Organização das Nações Unidas e Cortina de Ferro


7) (ENEM – 1999) “Os 45 anos vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da União Soviética, não foram um período homogêneo único na história do mundo. (…) dividem – se em duas metades, tendo como divisor de águas o início da década de 70. Apesar disso, a história deste período foi reunida sob um padrão único pela situação internacional peculiar que o dominou até a queda da URSS.” (HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos. São Paulo: Cia das Letras, 1996.)
O período citado no texto conhecido por “Guerra Fria” pode ser definido como aquele momento histórico em que houve:
a) corrida armamentista entre as potências imperialista européias ocasionando a Primeira Guerra Mundial.
b) Domínio dos países socialistas do Sul do globo pelos países capitalistas do Norte.
c) Choque ideológico entre a Alemanha Nazista/União Stalinista, durante os anos 1930.
d) disputa pela supremacia da economia mundial entre o Ocidente e as potências orientais, como a China e o Japão
e) Constante confronto das duas superpotências que emergiram da Segunda Guerra Mundial.

8) O primeiro país socialista da história foi:
a) Rússia
b) URSS
c) EUA
d) China
e) Cuba
9) Leia o trecho.
Jamais a face do globo e a vida humana foram tão dramaticamente transformadas quanto na era que começou sob as nuvens em cogumelo de Hiroxima e Nagasaki. [...]. E de qualquer modo, a primeira contingência que se teve de enfrentar foi o imediato colapso da grande aliança antifascista.
HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX - 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 177.
São momentos marcantes da nova era assinalada pelo historiador, EXCETO
a) o exercício de força praticado por Kruschev, em 1962, colocando mísseis soviéticos em Cuba.
b) a Doutrina Truman, de 1947, perpetuando as rivalidades e conflitos entre os grandes impérios europeus.
c) o prolongamento da Guerra do Vietnã, de 1965 a 1975, dividindo a opinião pública da nação norte-americana.
d) a construção do Muro de Berlim, em 1961, fechando a última fronteira indefinida entre o Oriente e o Ocidente na Europa.
e) a intervenção dos EUA e seus aliados na Coréia, em 1950, impedindo a instalação do regime comunista no sul do país asiático.

10) O fim da Guerra Fria, expresso na extinção da União Soviética, em 1991, acarretou um novo equilíbrio e o ordenamento das relações internacionais, que se caracteriza por um (a):
a) enfraquecimento dos movimentos nacionalistas regionais e das tendências de globalização na Europa ocidental.
b) declínio da liderança política internacional das superpotências em virtude da transferência do controle de seus arsenais nucleares para a Assembléia Geral da ONU.
c) revitalização das alianças militares estratégico-defensivas, conforme os pactos políticos da Europa central e do leste.
d) formação de megablocos político-econômicos que favoreceram a internacionalização dos fluxos de capitais, tais como a da Comunidade Européia e a do Nafta
e) decadência econômica dos países da bacia do Pacífico que haviam mantido uma posição de neutralidade durante a Guerra Fria, tais como Cingapura e Malásia.